Fadas

A História das Fadas

Por Lúcia Bischoff

O Termo fada se originou do Latim “Fata”, plural de “Fatum”, que significa destino, isso devido as histórias e contos populares onde as fadas com suas varinhas de condão, governam o destino dos homens.

São geralmente representadas com a aparência leve, pequena e com asas, porém isso é muito variado, pois as fadas podem assumir várias formas.

Segundo o folclore e lendas, as Fadas são alegres, ativas, temperamentais e inteligentes. Vivem em abaixo dos montes, florestas e campos. Seus alimentos favoritos são néctar de flores, mel, leite e comidas naturais. Os melhores lugares para entrar em contato com elas são à beira do mar, ilhas, lugares iluminados de bosques e matos. Os melhores horários são: às 12:00, às 24:00, ao amanhecer, quando tem lua cheia ou nova e noites iluminadas pelas estrelas.

Fadas
Pintura de John Atkinson Grimshaw. Fonte: Wikimedia Commons.

As Luas Titânia e Oberon

Em 11 de janeiro de 1787, William Herschel descobriu as 4 luas de Urânio. Em 1852, por sugestão de John Herschel (filho de William Herschel), todas receberam nomes de personagens do clássico “Sonho de uma noite de verão” de Shakespeare. Duas delas receberam respectivamente os nomes de Titânia (rainha das fadas) e Oberon (rei das fadas). Titânia é a maior lua de Urânio, também conhecida com Urânio III. A lua Oberon é também conhecida como Urânio IV.

A Fada do Dente

Categoria(s): Fadas

A lenda da Fada do Dente diz que quando uma criança perde um dente de leite, deve deixá-lo embaixo do travesseiro. Durante a noite, uma Fada o levará e em troca deixará uma moeda.

A simbologia mais usada para a aparência da Fada do Dente é de que ela pequena, com assas, roupa de bailarina, uma varinha de condão com um dente na ponta e um pequeno saquinho onde carrega os dentes. Dependendo do país, a lenda muda um pouquinho e a aparência também.

Fada do Dente - Anjos Net
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A lenda provavelmente teve origens no folclore da Europa Ocidental, pois antigamente acreditava-se que os dentes deveriam ser guardados ou queimados para que não os procurássemos após a morte ou para que não caíssem no poder de bruxas, que os usariam em feitiços. Era dever dos pais cuidar para que os dentes dos filhos não caíssem em mãos erradas. Alguns pesquisadores acreditam que a lenda tenha apenas cerca de 200 anos e que descendeu do conto francês “O Bom Ratinho” (título original: La Bonne Petite Souris), escrito por Madame d’Aulnoy em 1697, que conta história de uma Fada que se transforma em um ratinho para ajudar uma rainha escapar de um rei malvado que invadiu seu reino. Na história, o ratinho se esconde no travesseiro do rei para atormentá-lo.

A Fada do Dente foi citada em um livro pela primeira vez em 1949, nos Estados Unidos, pelo escritor Lee Rothgow em seu livro “A Fada do Dente” (Título original: the Tooth Fairy).

Já existiu um museu da Fada do Dente nos Estados Unidos, criado pela Dra. Rosemary Wells (professora de odontologia) em 1993, na sua cidade natal Deerfield/Illinois. O museu reunia uma coleção de bonecas, travesseiros, livros e outros objetos de celebração à perda de dentes. Após a morte de Wells, o museu infelizmente foi fechado.

Nos Estados Unidos, no dia 28 de fevereiro e em 22 de agosto, se comemora o Dia Nacional da Fada do Dente. Apesar de chamarem de Dia Nacional, não é um feriado oficial e não foram encontrados registros sobre a origem das datas, mesmo assim as pessoas comemoram e se divertem.

O Rato Pérez (El Ratón Pérez)

Na Espanha e países hispânicos, existe uma lenda muito popular e semelhante a lenda da Fada o Dente, que diz que quando uma criança perde um dente, deve colocá-lo embaixo do travesseiro e então o ratinho Pérez o troca por um presente ou moedas. O rato Pérez foi inventado pelo escritor espanhol Luis Coloma, em um livro para crianças para o rei Alfonso XIII em 1894. Em sua história, o ratinho Pérez dava presentes para as crianças pobres de Madrid, quando o dente delas caía.


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