Gnomos

SEGUIR:

A História dos Gnomos

A palavra Gnomo foi primeiramente usada por Paracelso (médico e alquimista), no séc. XVI, em seu tratado “Liber de Nymphis, sylphis, pygmaeis et salamandris et de caeteris spiritibus“, para nomear os elementais da terra. Gnomo deriva do grego gnosis, que significa saber. Isso se deve ao conhecimento oculto que estes têm da terra, como onde encontrar metais e pedras. Apesar da palavra não ser usada a muito tempo, existem relatos sobre os gnomos desde as mais antigas civilizações (incas, povos germânicos, celtas, etc). Os mesmos também são chamados por muitos nomes diferentes até hoje.

Gnomos. Ilustração: Lúcia Bischoff.

Segundo Paracelso, os Gnomos são muito semelhantes aos humanos, mas não possuem alma, por isso não são eternos. Sua natureza é mais sutil, já que habitam um meio mais denso (rochas, pedras). São ágeis e rápidos, se assemelhando aos espíritos, podendo atravessar as rochas mais densas, da mesma forma que nós conseguimos atravessar o ar. Os Gnomos são os guardiões dos tesouros da terra e metais, fazendo com que estes não sejam encontrados todos em um só dia, sendo distribuídos pouco a pouco. Eles têm uma estatura pequena de mais ou menos 2 palmos e habitam as montanhas.

Os Gnomos se tornaram conhecidos através das lendas populares, que os separaram por categorias. Alguns dos tipos mais conhecidos são:

  • Gnomo da casa: Toda casa tem um ou mais gnomos da casa. Estes cuidam de todas as pessoas e animais da casa. Como agradecimento, as pessoas costumam deixar comida em potinhos para eles.
  • Gnomo do jardim: Segundo a crença, ao colocarmos estátuas de gnomos em nosso jardim, eles nos ajudam a cuidar dele.
  • Gnomo da floresta: Este tipo não gosta muito de contato com os seres humanos. Ele cuida das plantas, árvores e animais da floresta.

As estátuas de gnomos são usadas em vários países e representam em geral sorte, sucesso e harmonia com as forças da natureza.

A representação mais comum dos Gnomos é com um chapéu vermelho na cabeça (onde reside seus poderes ocultos), com botas (demonstrando sua facilidade de locomoção na terra), com cabelos e barbas brancas (representando seu grande conhecimento e pureza de espírito). A aparência deles pode variar muito conforme a região onde são encontrados, pois costumam se parecer com os habitantes.

Existem muitos museus dedicados aos Gnomos no mundo. Em Devon, na Inglaterra, existe o Museu do Gnomo, localizado dentro da Reserva do Gnomo (Gnome Reserve), um local com uma grande coleção de Gnomos de Jardim e Gnomos antigos. Na Califórnia, Estados Unidos, você encontra o Gnome Habitat USA, com esculturas, pinturas, posters, doces e muito mais, tudo de Gnomo. Em Gräfenroda, na Alemanha temos o Museu do Gnomo de Jardim (Gartenzwerg Museum) da empresa Philipp Griebel, especializada em Gnomos de Jardim.

Desde 2002, no dia 21 de junho, se comemora o Dia Internacional do Gnomo, onde se organizam festas, paradas, competições e jogos, em países como: Itália, Austrália, França, Bélgica, Espanha, Nova Zelândia, Inglaterra, Estados Unidos e Canadá.

Os Leprechauns:

A palavra Leprechaun, vem do Irlandês “Lú Chorpain” e significa “pequeno corpo“.

Segundo o folclore Irlandês, de raízes celtas, um Leprechaun seria pequeno homenzinho velho, barbudo, com trajes verdes, um cachimbo, orelhas pontudas e um chapéu. Ele adora fazer sapatos e trabalha principalmente para as fadas, fazendo seus sapatos de dança. Ele é muito bem pago pelas fadas e esconde suas moedas em um pote de ouro no final de um arco-íris. Se capturado, concede 3 desejos em troca de sua liberdade.

Este personagem se tornou mais popular no mundo depois da viagem de Walt Disney para a Irlanda, em 1959, que apaixonado pela história, fez o especial “Eu Capturei o Rei dos Leprechauns” (título original: I Captured the King of the Leprechauns), no seu programa de TV Disneyland e logo após, lançou o filme “A lenda dos Anões Mágicos” (título original: Darby O’Gill and the Little People).

Devido ao seu simbolismo de boa sorte (devido a seus tesouros escondidos) e por fazer parte da cultura da Irlanda a tanto tempo, ele passou a fazer parte do simbolismo do Dia de São Patrício (Saint Patrick’s Day, comemorado no dia 17 de março). São Patrício é um santo padroeiro da Irlanda e é conhecido por sua sorte ao ter escapado da escravidão. Antes de ser incorporado na simbologia do Dia de São Patrício, seus trajes costumavam ser na cor vermelha. Apesar do Dia de São Patrício ser um feriado religioso, no início do ano de 1995, o governo começa uma campanha para usar o dia como uma oportunidade de turismo e para mostrar a cultura da Irlanda aos outros países, foi então que o antigo personagem foi reciclado e usado para a promoção da festividade.

Em Dublin, capital da Irlanda, existe o Museu Nacional do Leprechaun, dedicado à mitologia e ao folclore Irlandês e Celta. Lá você pode saber tudo sobre estes pequenos homenzinhos de forma interativa, visitar grandes cenários e sentir como é ser pequeno. Para saber mais sobre o museu e seus horários de visitação, acesse www.leprechaunmuseum.ie.

Os Duendes:

A palavra Duende vem do espanhol antigo “duen de casa” e significa “dono de casa“. O primeiro relato escrito da palavra foi no tratado do padre Fray Antonio de Fuentelapeña: “El Ente Dilucidado”, em 1676.

Segundo o padre Fray Antonio de Fuentelapeña, os Duendes habitam casas, causando pequenas alterações e desordens. Não são bons, nem maus, nem Anjos, nem Demônios. São seres que se ocupam de coisas bobas como mudar pratos de lugar, se apaixonar por crianças ou cavalos, mas nunca fazem mal a alguém, portanto, não devemos temê-los. São animais irracionais, sensíveis, puramente corpóreos. São compostos de vapores, por isso conseguem se elevar e sustentar no ar com facilidade.

Segundo a descrição popular, os Duendes têm a aparência jovem ou velha, com estatura pequena, orelhas pontudas, usam um chapéu pontudo e são muito travessos. Podem ainda ter nariz grande e pelos.

Escrito e ilustrado por Lúcia Bischoff. Este é um texto de introdução da categoria, disponível desde dezembro de 2003 e vem sendo atualizado constantemente.

App com Gnomos: Love Therapy PhotoApp

Categorias: Gnomos
SEGUIR:

Depois da moda de fotografar com Gnomos lançada pelo filme Amelie Poulain e pelo site Travelocity, agora tem um modo mais fácil para tirar fotos com Gnomos. É um aplicativo de celular, onde você pode escolher entre 4 tipos de imagens de Gnomos, para adicionar nas suas fotos e depois postar no Facebook. O aplicativo foi criado pela marca Love Therapy de Elio Fiorucci e é gratuito.

Tela do aplicativo Love Therapy.Tela do aplicativo Love Therapy.
Telas do aplicativo Love Therapy PhotoApp.
Foto com Gnomos.O Ouro da Colômbia.
Fotos modificadas com o aplicativo Love Therapy PhotoApp. Fotos: Lúcia Bischoff.
Foto com Gnomos.Foto com Gnomos.
Fotos modificadas com o aplicativo Love Therapy PhotoApp. Fotos: Lúcia Bischoff.

Faça o download do aplicativo em:

Saiba mais em:

Blog Oficial do Aplicativo Love Therapy PhotoApp

Categorias: Gnomos

Tags:

comentários

Dica de Livros: Os Gnomos de Rien Poortvliet

Categorias: Gnomos,Livros
SEGUIR:

Hoje a dica é os livros de Gnomos ilustrados por Rien Poortvliet. No Brasil, foram lançados 2: “Gnomos” e “O Livro Secreto dos Gnomos“, já em inglês, existem vários outros da mesma coleção. Esses com certeza vão ser os livros mais lindos de Gnomos que você vai encontrar no Brasil.

Capa dos Livros Gnomos e O Livro Secreto dos Gnomos.
Capa dos Livros “Gnomos” e “O Livro Secreto dos Gnomos”. Foto: Lúcia Bischoff.
Verso dos Livros Gnomos e O Livro Secreto dos Gnomos.
Verso dos Livros “Gnomos” e “O Livro Secreto dos Gnomos”. Foto: Lúcia Bischoff.
Livros Gnomos e O Livro Secreto dos Gnomos.
Livros “Gnomos” e “O Livro Secreto dos Gnomos”. Foto: Lúcia Bischoff.

Sou uma grande fã do trabalho do Rien Poortvliet. Rien é um pintor e ilustrador que nasceu na Holanda, ganhou fama internacional quando começou com a série de Livros sobre Gnomos. Faleceu em 1995. Na Holanda, existe o “Rien Poortvliet Museum”, onde se pode conhecer o trabalho deste grande artista e saber mais sobre ele. O site oficial do museu é: www.rienpoortvlietmuseum.nl.

Rien Poortvliet.
Rien Poortvliet. Foto: Suyk, Koen / Anefo.

Os livros são da editora Siciliano, o primeiro, com o título de “Gnomos”, foi lançado no Brasil em 1987, no formato 21,5×30 cm, com 228 páginas; o segundo, “O Livro Secreto dos Gnomos”, foi lançado aqui em 1993, no formato 16,5×23 cm, com 235 páginas. As histórias foram escritas por Wil Huygen, é são tão boas quanto as ilustrações. Nelas você pode ler sobre o dia a dia dos Gnomos, hábitos, alimentação, saúde, casa e muito mais. As histórias são de ficção e fantasia, apesar disso, parecem bem reais, pois se baseiam no conhecimento popular sobre Gnomos, inventos e costumes da humanidade.

Infelizmente os livros não estão mais sendo produzidos no Brasil, mas você ainda pode encontrar em sites como o Mercado Livre e Estante Virtual. Comprei “O Livro Secreto dos Gnomos” quando foi lançado na Siciliano, mas o livro “Gnomos”, achei na Estante Virtual, praticamente novo e com um ótimo preço. Tem meses em que é difícil achar eles em boas condições e bom preço, mas ai basta procurar em outro mês. Se você não se importar do livro não ser em português, pode comprar novo na Amazon.

Categorias: Gnomos,Livros

Tags:

comentários