Unicórnios

Unicórnios.

A lenda dos Unicórnios é antiga e está presente em todo o mundo, com grande popularidade na Europa e China.

A palavra Unicórnio vem das palavras do latim: “unus”, que significa um e “cornu”, que significa chifre.

Foram citados na literatura pela primeira vez pelo médico grego Ctesias, no ano 400 antes de Cristo. Ctesias nunca viu um unicórnio, mas fez seu relato com base nas histórias que escutou durante sua viagem à Pérsia. Segundo Ctesias, o Unicórnio tem o corpo semelhante ao de um cavalo, com pelos brancos, cabeça vermelha escura, olhos azuis escuros, um corno com a base branca, a ponta vermelha e o meio preto. Ctesias diz também que o chifre do Unicórnio tem poderes medicinais, capaz de curar a epilepsia e deixar uma pessoa imune ao veneno.

Apesar do relato de Ctesias, a descrição mais popular dos Unicórnios é um pouco diferente. Eles seriam na cor branca, com cauda de leão, corpo de cavalo, pernas de antílope, com 1 chifre em espiral na testa, barba de cabra e olhos azuis.

Os Unicórnios foram também descritos brevemente por Aristóteles em seu livro “As partes dos animais”.

Outro importante livro que fala sobre os Unicórnios é a Bíblia Cristã. No novo testamento, encontre em: SALMO 22:21, SALMO 29:6 e SALMO 92:10. No antigo testamento, encontre em: JÓ 39:9-10, NÚMEROS 23:22, NÚMEROS 24:8 e DEUTERONÔMIO 33:17. Alguns acreditam que seja apenas uma má tradução do hebraico, por isso, as versões mais novas da Bíblia têm a palavra “boi selvagem” no lugar. Será mesmo um erro ou apenas uma tentativa de desvincular a Bíblia de seres míticos?

O Unicórnio é símbolo da pureza, esperança, amor, poder, honestidade, alegria, liberdade e de tudo que há de bom no ser humano. É o animal símbolo nacional da Escócia, por isso foi incorporado no real brasão de armas do Reino Unido, se tornando também um símbolo de realeza.

Segundo a lenda popular, os Unicórnios são selvagens e só podem ser domesticados por uma donzela de coração puro. Para a proteção do Unicórnio, não podemos ver seu chifre, com isso, é confundido com um simples cavalo.

A Constelação de Unicórnio (Monoceros)

Fica situada sobre o equador e suas principais estrelas são: a Mon: alpha Mon ou alpha Monocerotis, b Mon: beta Mon ou beta Monocerotis, d Mon: delta Mon ou delta Monocerotis, e Mon: epsilon Mon ou epsilon Monocerotis e S Mon ou S Monocerotis. Abreviação: Mon. Posição aproximada: 7 R.A. (horas) e -8 DEC. (graus). Sua descoberta foi atribuída ao astrônomo e matemático Jakob Bartsch (1600-1633), da Alemanha, porém, foi relatada anteriormente pelo astronomo Petrus Plancius, no séc. 17, que deu o nome de Monoceros (transliteração do grego, original: μονόκερος), inspirado no Unicórnio, citado na Bíblia.

Mais Sobre Unicórnios

Escrito e ilustrado por Lúcia Bischoff em mai 2001. Última atualização: out 2016.

Floresta Encantada: Livro de Colorir e Caça ao Tesouro

Entrei na moda dos livros da Johanna Basford, depois de ganhar o livro “Floresta Encantada” da minha irmã e estou adorando.

Capa do livro Floresta Encantada. Foto: Lúcia Bischoff.
Capa do livro “Floresta Encantada”. Foto: Lúcia Bischoff.

“Floresta Encantada” é um livro de colorir para jovens e adultos, vem também com um jogo de caça ao tesouro. Para destravar a porta do castelo e descobrir o tesouro, devemos buscar por símbolos escondidos nas páginas do livro. Este é o segundo livro da Johanna Basford lançado no Brasil, o primeiro foi o “Jardim Secreto“, que foi um grande sucesso de venda.

Sobre o material de desenho, comecei usando lápis de cor e caneta stabilo, mas achei que o lápis funciona como um carbono, como fazemos um pouco de força na hora de pintar, o desenho do outro lado acaba manchando. Já a stabilo, achei muito fininha para grandes áreas. Decidi então usar canetinha. Apesar do livro não recomendar, gostei mais. As cores ficaram mais bonitas e não marcou. O kit de canetinha que estou usando é um da Faber Castel, com 48 cores que tinha em casa, não sei se vendem ainda pois é antigo.

Ilustração colorida com canetinha. Foto: Lúcia Bischoff.
Ilustração colorida com canetinha.
O material de desenho que gostei mais de usar. Foto: Lúcia Bischoff.
O material de desenho que gostei mais de usar.

Gostei mais do que eu imaginava do livro, além das ilustrações lindas, é bem legal para quem desenha poder testar materiais e paletas de cores. Quando eu era criança, adorava o livro “Onde Está o Wally”, então é bem divertida a brincadeira do tesouro também, que é no mesmo estilo.

Não sei o primeiro livro, mas este segundo tem vários seres fantásticos, castelos, labirintos e muitas outras coisas bonitas. Abaixo você pode ver algumas das ilustrações que achei mais bonitas, mas que ainda não cheguei a pintar.

Castelo. Foto: Lúcia Bischoff.
Um dos lindos castelos que tem no livro.
Unicórnios. Foto: Lúcia Bischoff.
Unicórnios.

A última ilustração do livro é a mais linda, não vou postar para não tirar a graça do jogo de caça ao tesouro. Eu, é claro, não aguentei a curiosidade e dei uma espiada. Vou só falar que são 2 lindos seres fantásticos e não são unicórnios. :-)

Vou ficar colorindo por vários meses antes de terminar, são 88 páginas. Quando finalmente acabar, publico mais fotos aqui no blog. Vou testar mais materiais de desenho também.

Se você tem esse livro ou outro do gênero, comente falando o que está achando e que materiais está usando para pintar! Se você ainda não tem, conte o que achou!

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Livro Manual de Zoología Fantástica

A dica de livro do mês é o “Manual de Zoología Fantástica” (Título Original: El Libro de los Seres Imaginarios), é um livro impresso no México, escrito por Jorge Luis Borges (escritor e poeta argentino). É um guia sobre criaturas fantásticas como o Unicórnio, Sereias, Esfinge, Fênix, Dragão, Grifo, Minotauro, Salamandra, Centauro, entre outros.

Capa do livro Manual de Zoología Fantástica. Foto: Lúcia Bischoff.
Capa do livro “Manual de Zoología Fantástica”. Foto: Lúcia Bischoff.

Gosto muito deste livro pois é um dos únicos do gênero que não é para crianças e que faz uma pesquisa imparcial, independente de religião ou crença do autor. É um guia baseado em relatos populares, na literatura, filosofia e teologia.

Uma das histórias que mais gostei de encontrar no livro foi a da “Lebre Lunar“. Eu não sei você, mas eu cresci com as pessoas me falando que tinha um coelhinho na lua. Se olharmos bem para a lua, podemos ver o formato dele. Pude entender a origem da história finalmente! Vou contar aqui, para não deixar ninguém curioso. A história teve origem na China e fala que em certa vez, Buda, em uma de suas vidas, passou muita fome. Uma lebre, para ajudá-lo, se jogou ao fogo para lhe servir de alimento. Buda, para recompensá-la, enviou sua alma para lua. Existem outras lendas explicando o tal coelho ou lebre na lua, essa é apenas uma das histórias. :-)

Preview do livro Manual de Zoología Fantástica. Foto: Lúcia Bischoff.
Preview do livro “Manual de Zoología Fantástica”. Foto: Lúcia Bischoff.

O livro também tem uma versão em português, da Editora Globo, com o título “O Livro dos Seres Imaginários”, mas é mais difícil de achar. O meu é em espanhol e comprei na Saraiva.

Tem um formato compacto, mas não chega a ser um livro de bolso. Com o formato 10,9 por 16,9 cm e 160 páginas. No interior, algumas das criaturas fantásticas têm ilustrações em preto e branco.

Verso do livro Manual de Zoología Fantástica. Foto: Lúcia Bischoff.
Verso do livro “Manual de Zoología Fantástica”. Foto: Lúcia Bischoff.

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